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Contruir Entendimento

popular-mechanics-building-stairs-diyAprender é um processo parecido com construir uma casa. Você precisa constriur as bases daquilo que pretende aprender. Se você não constrói direito, as limitações na comunicação evitam a transmissão de conhecimento, ao invés de assistir aulas, lê apenas o material de apoio, perde tempo com notas desnecessárias e se perde no tema sendo tratado.

Se você fornecer os materias para a construção, o cimento, a areia e os tijolos, a construção depende apenas de você. Infelizmente a maior parte das estratégias de aprendizado caem em dois tipos ásicos:

  1. Memorização – Ao invés de construir alguma coisa você apenas fica olhando para cada tijolo por vários minutos e tenta decorar a sua posição.
  2. Fórmulas – Esse é o equivalente a um cego andando pela casa. Você não pode ver a construção mas você aprende a se mover com regras simples para evitar bater nas paredes.

Não há nada particularmente errado com nenhuma dessas estratégias, desde que elas não sejam suas únicas técnicas. O cérebro humano não é um computador, logo não é capaz de amarzenar grandes quantidades de conhecimento se a informação não estiver estruturada. As fórmulas não funcionam mais se a pergunta em questão mudar de foco.

Aprendendo Holisticamente

A estratégia alternativa é se focar em como usar a informação atual para construir alguma coisa. Isso envolve ligar conceitos e entender como a informação vai se encaixar em um cenário de maior amplitude.

  1. Metáforas permitem que você organize a informação rapidamente ao comparar a idéia complexa com uma simples. Quando você encontra metáforas entre informações, utilize analogias para aumentar a sua compreenção. Compare neurônios como ondas em um fio. Faça metáforas par comparar as partes de seu cérebro com as de um computador.
  2. Use todos os seus sentidos porque idéias abstratas são difíceis de se memorizar por si só. Aproxímeas com imagens com cores fortes, sentimentos e sons da informação em discussão.
  3. Ensine alguém que entendeu sobre o assunto. Esse exercício te força a organizar. Gastar cinco minutos a mais explicando um conceito pode te salvar uma hora de estudo.
  4. Não crie ilhas, pois quando você lê cada informação deve se conectar com algo que vcê aprendeu anteriormente. Se você deixar algum informação isolada, não ser possível acessá-la durante um exame.
  5. Teste sua mobilidade. Uma boa forma para saber que você não ligou algum conceito é quando você não consegue relacionar diferentes conceitos.
  6. Encontre padrões na informação. É mais fácil organizar quando você consegue identificar o padrões entre assuntos diferentes.  A forma como um neurônio “dispara” é parecido com o “if” (se) nas linguagens de programação.
  7. Construa uma fundaçao sólida lendo bastante e tendo compreensão de diferentes tópicos para lhe dar mais flexibilidade em encontrar diferentes padrões e metáforas. Quando mais você já sabe, mais fácil de aprender.
  8. Não force sua cabeça estudando exaustivamente antes dos exames. A compreensão é um processo lento de interligação de idéias.
  9. Construa modelos, simples conceitos que não não verdadeiros por si mesmos mas que são úteis para descrever idéias abstratas. Cristalizar uma imagem mental em particular pode criar um modelo para o qual você possa realizar referências posteriormente para se lembrar.
  10. O aprendizado está dentro da sua cabeça, pois ter belos cadernos de anotação ou livros perfeitamente marcados não ajudam se entender a informação contida neles. Seu único objetivo deve ser entender a informação utilizando os cadernos e livros como mediadores, não fim em si.

Como as pessoas aprendem: cérebro, mente, experiência e escola

study5001O nosso Guia do Estudante Feliz acaba de receber mais uma atualização: a versão online (e gratuita) do livro How People Learn: Mind, Brain, Experience and School (Como as pessoas aprendem: cérebro, mente, experiência e escola). O material está em inglês.

O livro é resultado de um estudo de 2 anos e envolveu um comitê de 16 pesquisadores para a sua composição.

Uso da Internet é ‘bom para o cérebro’

Tradução de matéria publicada na editoria de saúde da BBC.

internetUma universidade de Los Angeles verificou que pesquisar na Internet estimulou áreas centrais no cérebro ligadas ao controle de decisões e raciocínio complexo.

Os pesquisadores dizem que isso deve ajudar a combater as mudanças fisiológicas que causam a perda de desempenho do cérebro conforme o corpo envelhece.

O estudo foi destaque no American Journal of Geriatric Psychiatry.

Conforme o cérebro envelhece, várias mudanças ocorrem, incluindo diminuição e redução de atividade nos processos celulares, fatores que podem afetar o desempenho.

Há muito tempo sugere-se que tarefas que mantenham o cérebro ativo, como palavras-cruzadas, possam minimizar o impacto – este último estudo sugero que surfar na internet possa ser adicionado à lista.

O coordenador da pesquisa, professor Gary Small disse: “Os resultados do estudo são encorajadores, tecnologias computadorizadas tem efeitos fisiológicos e potenciais benefícios para adultos de meia idade e mais velhos.”

“Pesquisar na Internet envolve complexa atividade do cérebro, o que pode ajudar a exercitar e melhorar funções cerebrais.”

O estudo foi baseado em 24 voluntários entre 55 e 76 anos. Metade deles tinham o hábito de utilizar a Internet, os outros, não.

Comparável com leitura

Cada voluntário se submeteu a uma varredura cerebral enquanto realizavam tarefas que envolviam pesquisar na internet os ler livros.

Ambas as tarefas produziram evidências de significativa atividade nas regiões do cérebro controlando linguagem, leitura, memória e habilidades visuais.

Porém, a pesquisa na web produziu um adicional significante em áreas separadas do cérebro que controlam tomada de decisão e raciocínio complexo – mas apenas naqueles que já eram experientes com a Internet.

Os pesquisadores disseram que, comparado com leitura simples, a riqueza de escolhas da Internet requer que as pessoas façam decisões sobre o que clicar na tela para obter informações relevantes.

Porém, eles sugerem que novatos na web não têm as estratégias necessárias para realizar uma pesquisa bem-sucedida na web.

Professor Smith disse: “Uma tarefa simples, do dia-a-dia como pesquisar na web parece aprimorar os circuitos cerebrais em adultos mais velhos, demonstrando que nossos cérebros são sensíveis e podem continuar a aprender quando envelhecemos.”

Rebecca Wood, executiva chefe da Alzheimer’s Research Trust, disse: “Essas descobertas fascinantes se somam a pesquisas anteriores que mostram que pessoas de meia idade e mais velhas podem reduzir o risco de demência ao participar regularmente de atividades de estímulo mental.”

“Usuários da web mais velhos – ’surfistas prateados’ – estão fazendo precisamente isto.”

“Frequentes interações sociais, exercícios regulares e manter uma dieta balanceada também podem reduzir o risco de demência.”

Dra. Susanne Sorensen, líder de pesquisa na Alzheimer’s Society, disse: “Use-o ou perca-o pode ser uma mensagem positiva para manter as pessoas ativas mas ainda há poucas evidências que manter o cérebro exercitado com puzzles, jogos e outras atividades possam promover saúde cognitiva e reduzir o risco de demência.”