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Contruir Entendimento
Aprender é um processo parecido com construir uma casa. Você precisa constriur as bases daquilo que pretende aprender. Se você não constrói direito, as limitações na comunicação evitam a transmissão de conhecimento, ao invés de assistir aulas, lê apenas o material de apoio, perde tempo com notas desnecessárias e se perde no tema sendo tratado.
Se você fornecer os materias para a construção, o cimento, a areia e os tijolos, a construção depende apenas de você. Infelizmente a maior parte das estratégias de aprendizado caem em dois tipos ásicos:
- Memorização – Ao invés de construir alguma coisa você apenas fica olhando para cada tijolo por vários minutos e tenta decorar a sua posição.
- Fórmulas – Esse é o equivalente a um cego andando pela casa. Você não pode ver a construção mas você aprende a se mover com regras simples para evitar bater nas paredes.
Não há nada particularmente errado com nenhuma dessas estratégias, desde que elas não sejam suas únicas técnicas. O cérebro humano não é um computador, logo não é capaz de amarzenar grandes quantidades de conhecimento se a informação não estiver estruturada. As fórmulas não funcionam mais se a pergunta em questão mudar de foco.
Aprendendo Holisticamente
A estratégia alternativa é se focar em como usar a informação atual para construir alguma coisa. Isso envolve ligar conceitos e entender como a informação vai se encaixar em um cenário de maior amplitude.
- Metáforas permitem que você organize a informação rapidamente ao comparar a idéia complexa com uma simples. Quando você encontra metáforas entre informações, utilize analogias para aumentar a sua compreenção. Compare neurônios como ondas em um fio. Faça metáforas par comparar as partes de seu cérebro com as de um computador.
- Use todos os seus sentidos porque idéias abstratas são difíceis de se memorizar por si só. Aproxímeas com imagens com cores fortes, sentimentos e sons da informação em discussão.
- Ensine alguém que entendeu sobre o assunto. Esse exercício te força a organizar. Gastar cinco minutos a mais explicando um conceito pode te salvar uma hora de estudo.
- Não crie ilhas, pois quando você lê cada informação deve se conectar com algo que vcê aprendeu anteriormente. Se você deixar algum informação isolada, não ser possível acessá-la durante um exame.
- Teste sua mobilidade. Uma boa forma para saber que você não ligou algum conceito é quando você não consegue relacionar diferentes conceitos.
- Encontre padrões na informação. É mais fácil organizar quando você consegue identificar o padrões entre assuntos diferentes. A forma como um neurônio “dispara” é parecido com o “if” (se) nas linguagens de programação.
- Construa uma fundaçao sólida lendo bastante e tendo compreensão de diferentes tópicos para lhe dar mais flexibilidade em encontrar diferentes padrões e metáforas. Quando mais você já sabe, mais fácil de aprender.
- Não force sua cabeça estudando exaustivamente antes dos exames. A compreensão é um processo lento de interligação de idéias.
- Construa modelos, simples conceitos que não não verdadeiros por si mesmos mas que são úteis para descrever idéias abstratas. Cristalizar uma imagem mental em particular pode criar um modelo para o qual você possa realizar referências posteriormente para se lembrar.
- O aprendizado está dentro da sua cabeça, pois ter belos cadernos de anotação ou livros perfeitamente marcados não ajudam se entender a informação contida neles. Seu único objetivo deve ser entender a informação utilizando os cadernos e livros como mediadores, não fim em si.
Como as pessoas aprendem: cérebro, mente, experiência e escola
O nosso Guia do Estudante Feliz acaba de receber mais uma atualização: a versão online (e gratuita) do livro How People Learn: Mind, Brain, Experience and School (Como as pessoas aprendem: cérebro, mente, experiência e escola). O material está em inglês.
O livro é resultado de um estudo de 2 anos e envolveu um comitê de 16 pesquisadores para a sua composição.
Uso da Internet é ‘bom para o cérebro’
Tradução de matéria publicada na editoria de saúde da BBC.
Uma universidade de Los Angeles verificou que pesquisar na Internet estimulou áreas centrais no cérebro ligadas ao controle de decisões e raciocínio complexo.
Os pesquisadores dizem que isso deve ajudar a combater as mudanças fisiológicas que causam a perda de desempenho do cérebro conforme o corpo envelhece.
O estudo foi destaque no American Journal of Geriatric Psychiatry.
Conforme o cérebro envelhece, várias mudanças ocorrem, incluindo diminuição e redução de atividade nos processos celulares, fatores que podem afetar o desempenho.
Há muito tempo sugere-se que tarefas que mantenham o cérebro ativo, como palavras-cruzadas, possam minimizar o impacto – este último estudo sugero que surfar na internet possa ser adicionado à lista.
O coordenador da pesquisa, professor Gary Small disse: “Os resultados do estudo são encorajadores, tecnologias computadorizadas tem efeitos fisiológicos e potenciais benefícios para adultos de meia idade e mais velhos.”
“Pesquisar na Internet envolve complexa atividade do cérebro, o que pode ajudar a exercitar e melhorar funções cerebrais.”
O estudo foi baseado em 24 voluntários entre 55 e 76 anos. Metade deles tinham o hábito de utilizar a Internet, os outros, não.
Comparável com leitura
Cada voluntário se submeteu a uma varredura cerebral enquanto realizavam tarefas que envolviam pesquisar na internet os ler livros.
Ambas as tarefas produziram evidências de significativa atividade nas regiões do cérebro controlando linguagem, leitura, memória e habilidades visuais.
Porém, a pesquisa na web produziu um adicional significante em áreas separadas do cérebro que controlam tomada de decisão e raciocínio complexo – mas apenas naqueles que já eram experientes com a Internet.
Os pesquisadores disseram que, comparado com leitura simples, a riqueza de escolhas da Internet requer que as pessoas façam decisões sobre o que clicar na tela para obter informações relevantes.
Porém, eles sugerem que novatos na web não têm as estratégias necessárias para realizar uma pesquisa bem-sucedida na web.
Professor Smith disse: “Uma tarefa simples, do dia-a-dia como pesquisar na web parece aprimorar os circuitos cerebrais em adultos mais velhos, demonstrando que nossos cérebros são sensíveis e podem continuar a aprender quando envelhecemos.”
Rebecca Wood, executiva chefe da Alzheimer’s Research Trust, disse: “Essas descobertas fascinantes se somam a pesquisas anteriores que mostram que pessoas de meia idade e mais velhas podem reduzir o risco de demência ao participar regularmente de atividades de estímulo mental.”
“Usuários da web mais velhos – ’surfistas prateados’ – estão fazendo precisamente isto.”
“Frequentes interações sociais, exercícios regulares e manter uma dieta balanceada também podem reduzir o risco de demência.”
Dra. Susanne Sorensen, líder de pesquisa na Alzheimer’s Society, disse: “Use-o ou perca-o pode ser uma mensagem positiva para manter as pessoas ativas mas ainda há poucas evidências que manter o cérebro exercitado com puzzles, jogos e outras atividades possam promover saúde cognitiva e reduzir o risco de demência.”
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