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A importância do café da manhã para o aprendizado

800px-cofee_01473Dois hábitos simples são essenciais para quem deseja melhorar o desempenho nos estudos: tomar um bom café da manhã e dormir pelo menos 8 horas por dia. Neste post vamos falar sobre o primeiro item.

“Mas eu nunca tomo café da manhã”. Se não você toma, deveria. Seu desempenho certamente vai melhorar. Faça o teste durante uma semana e depois venha aqui agradecer o conselho =)

Se a sua desculpa é falta de tempo, passe a separar os alimentos antes de dormir. Se a causa for preocupação com o peso, então está cortando a refeição errada: o café da manhã precisa suprir 25% do valor calórico total a ser consumido durante todo o dia. A razão da importância do café da manhã está no fato de que o corpo consome reservas de nutrientes durante o sono. Ao acordar é necessário repor o que foi gasto.

Uma pesquisa realizada na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) demonstra que 40,7% dos estudantes entre dez e 19 anos saem de casa de manhã sem se alimentar, o que compromete o aprendizado.

As conseqüencias?

  • Alteração de humor (Sabe aquele cara do trabalho que só reclama da vida? Conte para ele sobre as maravilhas do café da manhã!);
  • Problemas de memorização (“Já mandou aquele relatório?” “Ahn?”);
  • Problemas de concentração (Principalmente por causa de baixo nível de glicose);
  • Déficit de aprendizado (Não custa lembrar que no nosso país muitas crianças nem tem o que comer em casa, o que compromete nossos índices educacionais);
  • Sono (Sem reposição dos nutrientes o corpo entra em inanição);
  • Ganho de peso (Por causa do fator anterior o corpo passa a reter a alimentação de outros horários);

No nosso próximo post com dicas de hábitos saudáveis vamos falar sobre a importância do sono para manter a cabeça fresca! Até lá!

Uso da Internet é ‘bom para o cérebro’

Tradução de matéria publicada na editoria de saúde da BBC.

internetUma universidade de Los Angeles verificou que pesquisar na Internet estimulou áreas centrais no cérebro ligadas ao controle de decisões e raciocínio complexo.

Os pesquisadores dizem que isso deve ajudar a combater as mudanças fisiológicas que causam a perda de desempenho do cérebro conforme o corpo envelhece.

O estudo foi destaque no American Journal of Geriatric Psychiatry.

Conforme o cérebro envelhece, várias mudanças ocorrem, incluindo diminuição e redução de atividade nos processos celulares, fatores que podem afetar o desempenho.

Há muito tempo sugere-se que tarefas que mantenham o cérebro ativo, como palavras-cruzadas, possam minimizar o impacto – este último estudo sugero que surfar na internet possa ser adicionado à lista.

O coordenador da pesquisa, professor Gary Small disse: “Os resultados do estudo são encorajadores, tecnologias computadorizadas tem efeitos fisiológicos e potenciais benefícios para adultos de meia idade e mais velhos.”

“Pesquisar na Internet envolve complexa atividade do cérebro, o que pode ajudar a exercitar e melhorar funções cerebrais.”

O estudo foi baseado em 24 voluntários entre 55 e 76 anos. Metade deles tinham o hábito de utilizar a Internet, os outros, não.

Comparável com leitura

Cada voluntário se submeteu a uma varredura cerebral enquanto realizavam tarefas que envolviam pesquisar na internet os ler livros.

Ambas as tarefas produziram evidências de significativa atividade nas regiões do cérebro controlando linguagem, leitura, memória e habilidades visuais.

Porém, a pesquisa na web produziu um adicional significante em áreas separadas do cérebro que controlam tomada de decisão e raciocínio complexo – mas apenas naqueles que já eram experientes com a Internet.

Os pesquisadores disseram que, comparado com leitura simples, a riqueza de escolhas da Internet requer que as pessoas façam decisões sobre o que clicar na tela para obter informações relevantes.

Porém, eles sugerem que novatos na web não têm as estratégias necessárias para realizar uma pesquisa bem-sucedida na web.

Professor Smith disse: “Uma tarefa simples, do dia-a-dia como pesquisar na web parece aprimorar os circuitos cerebrais em adultos mais velhos, demonstrando que nossos cérebros são sensíveis e podem continuar a aprender quando envelhecemos.”

Rebecca Wood, executiva chefe da Alzheimer’s Research Trust, disse: “Essas descobertas fascinantes se somam a pesquisas anteriores que mostram que pessoas de meia idade e mais velhas podem reduzir o risco de demência ao participar regularmente de atividades de estímulo mental.”

“Usuários da web mais velhos – ’surfistas prateados’ – estão fazendo precisamente isto.”

“Frequentes interações sociais, exercícios regulares e manter uma dieta balanceada também podem reduzir o risco de demência.”

Dra. Susanne Sorensen, líder de pesquisa na Alzheimer’s Society, disse: “Use-o ou perca-o pode ser uma mensagem positiva para manter as pessoas ativas mas ainda há poucas evidências que manter o cérebro exercitado com puzzles, jogos e outras atividades possam promover saúde cognitiva e reduzir o risco de demência.”