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Música Ajuda ou Atrapalha na Hora de Estudar?

student_headphones_studyingMúsica é tudo de bom. Este post por sinal está sendo escrito com a trilha sonora de Sonota ao Luar. A música certo no momento certo é capaz de nos energizar, dar ânimo, vigor, ressuscitar os mortos e fazer o Rocky subir as escadarias da Filadélfia. Mas para estudar, nem pensar.

Pelo menos foi a essa conclusão que pesquisadores da Universidade da Califórnia chegaram em um estudo. Os cientistas realizaram um teste envolvendo 20 estudantes onde foram avaliados os efeitos de “estímulos externos” durante processos de aprendizagem. Um estímulo externo pode ser um amigo chato perguntando se você viu o jogo ontem, um operário dando marteladas do lado de fora ou… ouvir música.

Uma das principais descobertas foi que quando uma pessoa tenta aprender ao mesmo tempo em que sofre uma distração o hipocampo cerebral não é ativado. Quando isso acontece uma outra área do cérebro, o corpus striatum, fica encarregada de todo o processamento e armazenamento da memória, tarefa normalmente dividida com o hipocampo. Ou seja: você até pode armazenar a informação, mas ela será menos flexível, o que pode causar problemas para se lembrar dela longo prazo.

Um trabalho anterior sobre o tema que ganhou bastante notoriedade foi sobre o chamado Efeito Mozart, onde um teste mostrou que estudantes se davam melhor em testes após ouvir Mozart. Note que a melhoria não foi testada enquanto se ouvia durante o teste.

Aí você pode dizer “eu estudo ouvindo meu MP3 e não tenho nenhum problema”. O detalhe não está em ouvir, mas sim em prestar atenção. Mas mesmo assim, se você não ouvir nada vai se dar muito melhor. Ao estudar não tente prestar atenção em duas (ou mais) coisas ao mesmo tempo, sejam elas música, TV, rádio ou um amigo. Se seus pensamentos lhe incomodam quando está em um lugar quieto, preste atenção no texto e mergulhe no tema para esvaziar a cabeça.

Apesar dos pesares, a música pode ser uma saída para quando você está em uma situação com muitos estímulos externos atrapalhando, como uma discussão de seus colegas de trabalho, a batedeira da sua mãe ou seu vizinho que quer ouvir o CD das escolas de samba no último volume.

dsc_0680Não sei se você já teve a experiência de estudar em uma biblioteca. Se não, vale a pena experimentar. Minha humilde opinião é de que o templo do conhecimento ainda é o melhor lugar para dar uma boa lida nos livros e fazer anotações.

IBGE começa a coletar dados sobre saúde dos estudantes

Rio – A partir do dia 23 de janeiro, cerca de 500 pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começaram a coletar dados sobre a saúde dos estudantes. Pela primeira vez, o órgão vai investigar aspectos relacionados às práticas alimentares e às atividades físicas, ao consumo de álcool e drogas, ao envolvimento com episódios de violência e à sexualidade dessa parcela da população.

pesquisaA Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense 2009) será realizada em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação e os resultados devem ser divulgados até dezembro deste ano. De acordo com a coordenadora do levantamento, Maria Isabel Fernandes, os dados vão nortear o desenvolvimento de políticas públicas específicas para jovens e adolescentes.

“O objetivo do estudo é identificar e monitorar os fatores de risco a que os jovens estão submetidos, como propensão a doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo. Com os dados em mãos, políticas públicas serão traçadas”, explicou.

Segundo ela, ao todo 70 mil alunos da 8ª série ou 9º ano do ensino fundamental, em 1.504 escolas públicas e privadas de todas as capitais brasileiras, devem responder ao questionário, que é formado por 104 perguntas. Os estudantes também serão pesados e medidos. Maria Isabel Fernandes destaca que a participação dos alunos será sempre voluntária e não haverá qualquer tipo de identificação.

Outra novidade da realização da coleta de dados é a utilização de computadores de mão pelos informantes. O IBGE já utiliza esse tipo de equipamento, que em outros levantamentos é operado pelo pesquisador. De acordo com o instituto, a medida deve garantir maior veracidade às informações, já que reduz o grau de constrangimento dos alunos ao responder a determinadas perguntas, como se já fez uso de drogas ou álcool e com qual freqüência, ou ainda se usou preservativo na última relação sexual.

A coordenadora da pesquisa ressaltou que caso o aluno não queira responder alguma questão, poderá deixá-la em branco. Para evitar problemas com os pais dos alunos, foram realizados encontros para explicar o objetivo do estudo e reforçar que será garantido o anonimato dos participantes.

De acordo com o cronograma, os primeiros questionários começam a ser aplicados hoje (23) nas capitais do Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul e Piauí. Até 15 de junho, todas as outras capitais deverão ter recebido a visita das equipes do IBGE.

Fonte:  Thaís Leitão, da Agência Brasil

Como as pessoas aprendem: cérebro, mente, experiência e escola

study5001O nosso Guia do Estudante Feliz acaba de receber mais uma atualização: a versão online (e gratuita) do livro How People Learn: Mind, Brain, Experience and School (Como as pessoas aprendem: cérebro, mente, experiência e escola). O material está em inglês.

O livro é resultado de um estudo de 2 anos e envolveu um comitê de 16 pesquisadores para a sua composição.

Estudo mostra desempenho de cotistas nas universidades

2ba6a214-0868-4bf5-bbb8-219875f82d23Os estudantes que entraram na universidade por meio do sistema de cotas para negros tendem a valorizar mais a sua vaga do que aqueles que não são cotistas, especialmente nos cursos considerados de baixo prestígio. Essa é uma das conclusões do estudo Efeitos da Política de Cotas na UnB: uma Análise do Rendimento e da Evasão, coordenado pela pedagoga Claudete Batista Cardoso, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB).

De acordo com a pedagoga, os cotistas negros obtiveram notas melhores do que os demais alunos em 27 cursos da UnB. No curso de música, por exemplo, as notas dos cotistas são 19% superiores às dos demais estudantes. Eles também se destacam em cursos como matemática, em que a diferença é de 15%, artes cênicas (14%), artes plásticas (14%), ciências da computação (13%) e física/licenciatura (12%).

De acordo com Claudete Cardoso, uma das explicações para o melhor desempenho é que os cotistas valorizam mais o fato de passar no vestibular e entrar na universidade, o que para eles pode representar uma possibilidade de mobilidade social.

“Até porque [geralmente] eles não conseguem entrar na universidade, então vêm as cotas, eles têm uma chance maior e tem sido atribuído esse melhor desempenho deles a um maior esforço para preservar a vaga, para chegar ao fim do curso”, disse a pesquisadora, em entrevista à Agência Brasil.

O estudo também mostrou que, em geral, os alunos cotistas têm desempenho melhor nos cursos da área de humanidades, rendimento semelhante ao dos demais na área de saúde e notas inferiores em alguns cursos de exatas, particularmente as engenharias. Isso porque são cursos que requerem uma base melhor do ensino médio, segundo Claudete.

“O aluno já entrou sabendo que uma das dificuldades é a barreira do vestibular, por isso a instituição das cotas. Na universidade ele precisa dessa base, é uma base que ele necessariamente vai ter que ter, então a dificuldade que ele encontra no vestibular se repete na universidade, por isso a diferença entre eles é bem maior e o cotista vai pior do que o não-cotista”, explicou.

Isso justifica as notas menores em cursos como engenharia civil (41% inferior às dos não-cotistas), engenharia mecatrônica (-32%) e engenharia elétrica (-12%).

Por outro lado, o caso do curso de matemática – no qual, apesar de ser da área das ciências exatas, os cotistas têm notas melhores – se justifica por ser um curso pouco prestigiado, não só na universidade, mas também socialmente e em termos de remuneração para o profissional.

De acordo com Claudete, em geral, os alunos acabam desistindo da carreira, já que o curso demanda um esforço relativamente grande, mas nem sempre dá o retorno profissional desejado. Para os cotistas, a visão é diferente. “Eles dão muito valor ao curso, mesmo que seja um curso de baixo prestígio social.”

Fonte: Matéria de Ana Luiza Zenker da Agência Brasil

A importância do café da manhã para o aprendizado

800px-cofee_01473Dois hábitos simples são essenciais para quem deseja melhorar o desempenho nos estudos: tomar um bom café da manhã e dormir pelo menos 8 horas por dia. Neste post vamos falar sobre o primeiro item.

“Mas eu nunca tomo café da manhã”. Se não você toma, deveria. Seu desempenho certamente vai melhorar. Faça o teste durante uma semana e depois venha aqui agradecer o conselho =)

Se a sua desculpa é falta de tempo, passe a separar os alimentos antes de dormir. Se a causa for preocupação com o peso, então está cortando a refeição errada: o café da manhã precisa suprir 25% do valor calórico total a ser consumido durante todo o dia. A razão da importância do café da manhã está no fato de que o corpo consome reservas de nutrientes durante o sono. Ao acordar é necessário repor o que foi gasto.

Uma pesquisa realizada na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) demonstra que 40,7% dos estudantes entre dez e 19 anos saem de casa de manhã sem se alimentar, o que compromete o aprendizado.

As conseqüencias?

  • Alteração de humor (Sabe aquele cara do trabalho que só reclama da vida? Conte para ele sobre as maravilhas do café da manhã!);
  • Problemas de memorização (“Já mandou aquele relatório?” “Ahn?”);
  • Problemas de concentração (Principalmente por causa de baixo nível de glicose);
  • Déficit de aprendizado (Não custa lembrar que no nosso país muitas crianças nem tem o que comer em casa, o que compromete nossos índices educacionais);
  • Sono (Sem reposição dos nutrientes o corpo entra em inanição);
  • Ganho de peso (Por causa do fator anterior o corpo passa a reter a alimentação de outros horários);

No nosso próximo post com dicas de hábitos saudáveis vamos falar sobre a importância do sono para manter a cabeça fresca! Até lá!

Uso da Internet é ‘bom para o cérebro’

Tradução de matéria publicada na editoria de saúde da BBC.

internetUma universidade de Los Angeles verificou que pesquisar na Internet estimulou áreas centrais no cérebro ligadas ao controle de decisões e raciocínio complexo.

Os pesquisadores dizem que isso deve ajudar a combater as mudanças fisiológicas que causam a perda de desempenho do cérebro conforme o corpo envelhece.

O estudo foi destaque no American Journal of Geriatric Psychiatry.

Conforme o cérebro envelhece, várias mudanças ocorrem, incluindo diminuição e redução de atividade nos processos celulares, fatores que podem afetar o desempenho.

Há muito tempo sugere-se que tarefas que mantenham o cérebro ativo, como palavras-cruzadas, possam minimizar o impacto – este último estudo sugero que surfar na internet possa ser adicionado à lista.

O coordenador da pesquisa, professor Gary Small disse: “Os resultados do estudo são encorajadores, tecnologias computadorizadas tem efeitos fisiológicos e potenciais benefícios para adultos de meia idade e mais velhos.”

“Pesquisar na Internet envolve complexa atividade do cérebro, o que pode ajudar a exercitar e melhorar funções cerebrais.”

O estudo foi baseado em 24 voluntários entre 55 e 76 anos. Metade deles tinham o hábito de utilizar a Internet, os outros, não.

Comparável com leitura

Cada voluntário se submeteu a uma varredura cerebral enquanto realizavam tarefas que envolviam pesquisar na internet os ler livros.

Ambas as tarefas produziram evidências de significativa atividade nas regiões do cérebro controlando linguagem, leitura, memória e habilidades visuais.

Porém, a pesquisa na web produziu um adicional significante em áreas separadas do cérebro que controlam tomada de decisão e raciocínio complexo – mas apenas naqueles que já eram experientes com a Internet.

Os pesquisadores disseram que, comparado com leitura simples, a riqueza de escolhas da Internet requer que as pessoas façam decisões sobre o que clicar na tela para obter informações relevantes.

Porém, eles sugerem que novatos na web não têm as estratégias necessárias para realizar uma pesquisa bem-sucedida na web.

Professor Smith disse: “Uma tarefa simples, do dia-a-dia como pesquisar na web parece aprimorar os circuitos cerebrais em adultos mais velhos, demonstrando que nossos cérebros são sensíveis e podem continuar a aprender quando envelhecemos.”

Rebecca Wood, executiva chefe da Alzheimer’s Research Trust, disse: “Essas descobertas fascinantes se somam a pesquisas anteriores que mostram que pessoas de meia idade e mais velhas podem reduzir o risco de demência ao participar regularmente de atividades de estímulo mental.”

“Usuários da web mais velhos – ’surfistas prateados’ – estão fazendo precisamente isto.”

“Frequentes interações sociais, exercícios regulares e manter uma dieta balanceada também podem reduzir o risco de demência.”

Dra. Susanne Sorensen, líder de pesquisa na Alzheimer’s Society, disse: “Use-o ou perca-o pode ser uma mensagem positiva para manter as pessoas ativas mas ainda há poucas evidências que manter o cérebro exercitado com puzzles, jogos e outras atividades possam promover saúde cognitiva e reduzir o risco de demência.”

Taxa de analfabetismo reflete desigualdades sociais

A taxa de analfabetismo brasileira caiu nos últimos 15 anos. Os dados são do IBGE e também mostram que as desigualdades raciais e geográficas ainda são fortes no país.

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Mulheres ganham mais educação mas ainda estão longe do poder

//www.projectmuso.org).

Educação para mulheres em Mali pelo Project Muso (http://www.projectmuso.org).

Uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial aponta que na maior parte do mundo as mulheres estão próximas da igualdade em acesso à educação e serviços de saúde. Porém, estão muito atrás dos homens em participação  em assuntos políticos e outros papéis de tomada de decisão.

A pesquisa colocou Noruega, Finlândia e Suécia como os países onde há mais igualdade entre os sexos. Arábia Saudita, Chade e Iêmen aparecem nas três últimas posições da pesquisa.

Em termos de economia e política, incluindo acesso relativo à cargos executivos em governos e corporações, a distância entre homens e mulheres continua grande.

O estudo criou um ranking com 133 países. O Brasil ficou na 76ª posição, com um ” índice de igualdade” de 0,6737, onde 1,0 significaria mesma oferta de oportunidades. Em educação o país tem índice 1,0, assim como outras 23 nações que não estabelecem discriminação em processos educativos. Quando o assunto é política o Brasil ficou na 110ª posição com um índice de 0,0625.

O relatório aponta que nos países onde a desigualdade é grande a situação chega a colocá-los em desvantagem econômica: “A competitividade de uma nação depende significativamente de como se educa e utiliza o talento feminino. Para maximizar sua competitividade e potencial de desenvolvimento, cada país deve lutar pela igualdade de sexos.”

Quer saber mais?

Relatório em PDF e excel.

40% dos brasileiros tem muita dificuldade para ler

Uma pesquisa do Ibope sobre a capacidade dos brasileiros para ler e escrever mostra que 40% dos brasileiros tem muita dificuldade para conseguir entender o que lêm, o chamado anafalbetismo funcional.

A dificuldade é decorrente da falta do hábito de leitura, que muitas vezes não se estende além da verificação de uma placa de ônibus ou uma manchete de jornal. Outra causa é o ensino deficiente.

O resultado vem coincidentemente na época de eleição. Olho vivo na hora de escolher o candidato! Quem possui dificuldades para ler tem menos acesso à informação, logo não possui condições para apuarar de forma satisfatória as propostas de seu candidato.