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Como realizar a leitura de textos acadêmicos
Mais uma atualização para o Guia do Estudante Feliz! Este artigo vai trazer algumas dicas para melhorar a sua compreensão de textos acadêmicos. O texto é uma adaptação do post Advice for Students: How to read like a Scholar.
Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos alunos na universidade é se adaptar à leitura de textos acadêmicos. Muitas vezes a falta de costume com a linguagem técnica e o desenvolvimento do raciocínio proposto pelo autor são dificuldades até para estudantes de períodos mais avançados.
Um baixo aproveitamentodo do material lido leva a hora gastas “à toa” em frente a livros, além da queda de rendimento e dificuldade para redigir e realizr a pesquisa de seu próprio trabalho acadêmico.
Apesar do surgimento de recursos técnicos que facilitam cada vez mais o gerenciamento de informações, a forma mais efetiva de leitura e aprendizado ainda é o trabalho duro. A técnica apenas aumenta o pontecial que você pode alcançar: com ou sem ela o esforço deve ser sempre compatível com o seu desejo de alcançar seus objetivos.
Não há fórmula mágica: sente com o livro, uma caneta, papel e talvez um computador… a partir desse ponto você lê. É isso aí. Você vai ler o materia, sublinhar ou anotar pontos importantes e passagens, prestar atenção especial às introduções e conclusões, separar as terminologias especiais, nomes, datas e só. Se houver tempo após isso tudo você pode fazer algumas notas adicionais no texto.
Existe a hora certa para tecnologia e truques espertos. Também existe a hora de arregaçar as mangas.
Agora vamos para algumas orientações que vão ajudar a aumentar o seu aproveitamento.
Ir além do texto antes de começar
Parece confuso, mas isso se explica por que muitas vezes o estudante vai para a aula, faz anotações, pergunta sobre pontos que não entende e depois volta para casa. Se o aluno passar a ser curioso fica mais fácil compreender a sua importância do material de estudo, o que facilita a compreensão do texto. Se o texto está na ementa do curso ou foi recomendado por um professor há um motivo claro. Não deixe de perguntar ao seu professor:
- Por que esse texto foi indicado?
- Que conceitos esse material vai trazer?
Com isso em mente antes de ler o material fica mais fácil saber no que focar a atenção. Não se esqueça que a indicação de seu professor vai passar o que ele acha que é mais importante, o que já adianta possíveis temas de avaliações.
Agora que você sabe a importância do livro que tem em mãos, vamos ver algumas perguntas que precisam ser respondidas:
- O que o autor está tentando dizer? Não identificar esse ponto leva muitos estudantes a se distanciar da leitura. Tenha em mente que o escritor não escreve para entediar os estudantes: ele quer passar uma informação importante. Tudo bem ue nem todos os autores comunicam muito bem, mas se seu professor recomendou a leiura, vale a pena.
- Como o autor está tentando se comunicar? Identifique a forma adotada pelo escritor para lhe passar informações: o tipo de argumentação e como ele se posiciona. Quando o texto trata de um tema polêmico o autor pode estar simplesmente descrevendo o objeto de estudo e não advogando em favor ou contra dele.
- Você concorda com o que o autor fala? Por que? Só porque algo está impresso não significa que seja verdade. Ao ler um trabalho acadêmico preste atenção se alguma ideologia do autor interfere no texto. Muitos alunos preferem criticar a forma e não o conteudo de textos acadêmicos. Se preocupe com o conteúdo.
- Esse texto se conecta com outros trabalhos? Verifique se o autor do texto concorda ou discorda com outros autores e se há relação dele com outras leituras. Lembre-se que você pode contar com o seu professor, afinal, ele está lá para isso! Saber cruzar o pensamento de diferentes escritores é uma poderosa ferramenta em avaliações.
E é só! Fique ligado em mais dicas no Guia do Estudante Feliz!
Estudo mostra desempenho de cotistas nas universidades
Os estudantes que entraram na universidade por meio do sistema de cotas para negros tendem a valorizar mais a sua vaga do que aqueles que não são cotistas, especialmente nos cursos considerados de baixo prestígio. Essa é uma das conclusões do estudo Efeitos da Política de Cotas na UnB: uma Análise do Rendimento e da Evasão, coordenado pela pedagoga Claudete Batista Cardoso, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB).
De acordo com a pedagoga, os cotistas negros obtiveram notas melhores do que os demais alunos em 27 cursos da UnB. No curso de música, por exemplo, as notas dos cotistas são 19% superiores às dos demais estudantes. Eles também se destacam em cursos como matemática, em que a diferença é de 15%, artes cênicas (14%), artes plásticas (14%), ciências da computação (13%) e física/licenciatura (12%).
De acordo com Claudete Cardoso, uma das explicações para o melhor desempenho é que os cotistas valorizam mais o fato de passar no vestibular e entrar na universidade, o que para eles pode representar uma possibilidade de mobilidade social.
“Até porque [geralmente] eles não conseguem entrar na universidade, então vêm as cotas, eles têm uma chance maior e tem sido atribuído esse melhor desempenho deles a um maior esforço para preservar a vaga, para chegar ao fim do curso”, disse a pesquisadora, em entrevista à Agência Brasil.
O estudo também mostrou que, em geral, os alunos cotistas têm desempenho melhor nos cursos da área de humanidades, rendimento semelhante ao dos demais na área de saúde e notas inferiores em alguns cursos de exatas, particularmente as engenharias. Isso porque são cursos que requerem uma base melhor do ensino médio, segundo Claudete.
“O aluno já entrou sabendo que uma das dificuldades é a barreira do vestibular, por isso a instituição das cotas. Na universidade ele precisa dessa base, é uma base que ele necessariamente vai ter que ter, então a dificuldade que ele encontra no vestibular se repete na universidade, por isso a diferença entre eles é bem maior e o cotista vai pior do que o não-cotista”, explicou.
Isso justifica as notas menores em cursos como engenharia civil (41% inferior às dos não-cotistas), engenharia mecatrônica (-32%) e engenharia elétrica (-12%).
Por outro lado, o caso do curso de matemática – no qual, apesar de ser da área das ciências exatas, os cotistas têm notas melhores – se justifica por ser um curso pouco prestigiado, não só na universidade, mas também socialmente e em termos de remuneração para o profissional.
De acordo com Claudete, em geral, os alunos acabam desistindo da carreira, já que o curso demanda um esforço relativamente grande, mas nem sempre dá o retorno profissional desejado. Para os cotistas, a visão é diferente. “Eles dão muito valor ao curso, mesmo que seja um curso de baixo prestígio social.”
Fonte: Matéria de Ana Luiza Zenker da Agência Brasil
Transferência Externa: O que é e como fazer
A transferência externa é um recurso que permite mudar de instituição de ensino sem precisar abandonar os estudos. Se você não está satisfeito com a sua atual universidade ou tem outro motivo para mudar (preço, distância, etc.) a transferência externa pode ser a solução.
Pelo art. 49 da Lei nº 9.394/96 – da LDB (Lei de Diretrizes e Bases), as instituições de ensino superior devem aceitar a transferência externa de alunos regulares, para cursos afins, na existência de vagas e mediante uma avaliação. Esse processo também vale para as universidades públicas.
Muitas vezes é exigido que o aluno tenha completado, pelo menos, o primeiro ano da graduação.
Nem tudo são flores na transferência externa: se a grade curricular da universidade desejada for diferente você pode precisar completar disciplinas de períodos anteriores ao seu, o que pode atrasar a sua formação.
Como fazer?
Para realizar a transferência externa são necessários alguns documentos:
Acadêmicos:
1- Histórico escolar.
Neste documento deve constar o tipo de admissão na instituição atual (vestibular, transferência ou por ser portador de diploma de curso de graduação);
2 – Descrição do sistema de avaliação da instituição de origem. Se não for utilizada a avaliação por conceitos deve constar pelo menos as menções ‘Aprovado’ e ‘Reprovado’;
3 – Declaração de Reconhecimento ou Autorização do Curso pelo MEC;
4 – Programas ou ementas da disciplinas cursadas, incluindo o aproveitamento do aluno em cada matéria e as cargas horárias;
5 – Declaração de que a matrícula no estabelecimento de origem não está sob pendência judicial;
6 – No caso do curso de Direito, apresentar o currículo da Instituição de origem.
Pessoais:
1- certidão de nascimento/casamento (com cópia autenticada);
2 – carteira de identidade (com cópia autenticada);
3 – quitação com o Serviço Militar (com cópia autenticada);
4 – título de eleitor com a comprovação do exercício eleitoral (com cópia autenticada);
5 – 1 fotografia 3×4, de frente, recente, de boa qualidade;
Vale lembrar que cada instituição de ensino superior adota normas diferentes nos seus processos de inscrição e avaliação. A avaliação das transferências e a relação dos documentos exigidos também pode variar. Antes de comparecer a instituição entre em contato anteriormente para não perder nenhum prazo por causa de documentação.
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